Como a Filosofia é cobrada no Enem?

Pode ser que você se sinta um pouco assustado ou assustada quando o assunto é Filosofia, não é mesmo? A verdade é que essa disciplina não é tão interdisciplinar quanto as outras, até mesmo da área de humanas, cobradas pelo Exame Nacional do Ensino Médio. Isso faz com que a Filosofia pareça uma decoreba para muitos alunos… Porém, o segredo para resolver as questões de Filosofia da prova do Enem não é decorar!

O que o Enem espera é que você consiga compreender o papel das instituições sociais, políticas e econômicas ao longo da história, para que seja possível identificar quais foram os conflitos e as práticas de diferentes movimentos e grupos sociais. Basicamente o que se espera também da prova de Sociologia.

Isso é mais do que decorar, não é?

Para deixar as coisas mais claras: você precisa aprender os conceitos da Filosofia, estudar sobre os filósofos e sobre o que eles falavam e em qual contexto. Dessa forma, ficará muito mais fácil resolver as questões da prova.

Ok, agora você já sabe que só decorar pode ser um tiro no pé, não é? Mas então como a Filosofia é cobrada no Enem?

Antes de mais nada: quais assuntos mais caem nas questões de Filosofia?

Antes de falarmos um pouco sobre como a disciplina é cobrada no Exame Nacional do Ensino Médio, apresentando a você algumas questões que vão facilitar a sua visão sobre a prova, vamos entender quais são os assuntos que mais caem?

De acordo com um levantamento do Guia do Estudante, alguns pontos são mais trabalhados na prova, quando o assunto é Filosofia, do que outros. Confira a lista das temáticas que mais caem e da porcentagem de vezes que apareceram nas provas:

  • Aristóteles e escola helenística (18,8%)
  • Racionalismo moderno (18,8%)
  • Escola sofística, Sócrates e Platão (12,5%)
  • Filosofia contemporânea (12,4%)
  • Escola de Frankfurt (9,4%)
  • Filosofia Medieval (6,3%)
  • Idealismo alemão (6,3%)
  • Renascimento (6,3%)
  • Immanuel Kant (3,1%)
  • O surgimento da Filosofia (3,1%) 

Como você pode ver, são diversos temas que têm mais chances de cair. Mas calma, aqui vai uma dica para se organizar melhor: separe os seus estudos de Filosofia de forma cronológica.

Podemos trabalhar a partir da seguinte divisão:

  • Filosofia Antiga: Em Filosofia Antiga você pode compreender os dois períodos relativos à Grécia antiga. Falamos aqui do nascimento da Filosofia com os filósofos anteriores a Sócrates (pré-socráticos) e, com a vinda de Sócrates, o Período Clássico.
  • Filosofia Medieval/Cristã: Neste período, os filósofos buscavam unir a fé com a razão. Dois filósofos possuem um maior destaque e sempre aparecem nas provas do Enem: Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.
  • Filosofia Moderna: Nessa época, a Filosofia, que estava sendo utilizada como um instrumento da religião há tempos, começa a se afastar da fé e da religião para começar a produzir conhecimentos neutros e isentos. Aqui, acontece uma separação importante entre conhecimento e fé. Este período é conhecido como a “Idade da Razão”.
  • Filosofia Contemporânea: A Filosofia Contemporânea compreende todo o período após a idade moderna aos dias de hoje, de Hegel a Bauman, entre outros.

Dessa forma, você vai conseguir ir por partes e não deixar nenhum outro assunto de fora. 

Mas agora surge a dúvida: como isso é cobrado?

Filosofia no Enem: exemplos de questões

Se você realmente está estudando para tirar uma boa nota no Enem, já deve ter encontrado algumas questões de Filosofia nas edições anteriores da prova, não é? O que você achou?

Através das questões dá para ver que para garantir um bom resultado nas questões, você depende de dominar alguns temas centrais, como ética, política, teoria do conhecimento e metafísica.

A Filosofia é uma parte importante da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias do Enem, portanto, é essencial que você se prepare para resolver as questões. Afinal, ninguém quer jogar fora nenhuma questão, não é?

Então confira abaixo alguns exemplos de questões que são cobradas nas provas:

Enem 2012 

TEXTO I

Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras.

BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).

TEXTO II

Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha.”

GILSON, E.: BOEHNER, P. Historia da Filosofia Crista. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que

a) eram baseadas nas ciências da natureza.

b) refutavam as teorias de filósofos da religião.

c) tinham origem nos mitos das civilizações antigas.

d) postulavam um princípio originário para o mundo.

e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

A alternativa correta aqui é a letra “D”. Tente descobrir o motivo disso e justificar ao tentar responder,

Enem 2017 

Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. Sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.

BREHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na

a) Contemplação da tradição mítica.

b) Sustentação do método dialético.

c) Relativização do saber verdadeiro.

d) Valorização da argumentação retórica.

e) Investigação dos fundamentos da natureza.

Alternativa correta é a “B”, Sustentação do método dialético. Faça como a anterior, tente explicar o motivo dessa ser a resposta correta.

Enem 2019

Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria integridade física, tal resolução diz respeito apenas a sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.

ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).

O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre

a) idealidade e efetividade da moral.

b) nulidade e preservabilidade da liberdade.

c) ilegalidade e legitimidade do governante.

d) verificabilidade e possibilidade da verdade.

e) objetividade e subjetividade do conhecimento.

A alternativa correta é a letra “A”, idealidade e efetividade da moral. Também tente resolver de acordo com o seu conhecimento e explicar o motivo dessa ser a alternativa correta.

E aí, bora estudar mais um pouco?

Sabemos que não é somente esse texto que vai fazer você gabaritar a prova do Enem em Filosofia, mas já é um começo, não é?

Aqui você conseguiu conferir quais são as temáticas que mais caem, como se organizar para estudar e ainda deu para olhar como a Filosofia é cobrada no Exame Nacional do Ensino Médio. Esses já são alguns passos para começar a estudar!

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